O governo colombiano autorizou ontem (26) à tarde a proposta feita horas antes pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, para realizar uma grande operação aérea de resgate de três seqüestrados pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, participará como observador da missão, que deverá ser realizada amanhã.A proposta, batizada de "operação transparência" por Chávez, foi apresentada pela manhã em entrevista coletiva no Palácio Miraflores, em Caracas. Ao mesmo tempo, o vice-chanceler venezuelano Rodolfo Sanz entregava em Bogotá um documento com a solicitação. "Só falta a autorização do governo da Colômbia", disse Chávez, no início da entrevista a jornalistas estrangeiros, que contou com representantes diplomáticos de Brasil, França, Cuba e Bolívia. No início da tarde, o chanceler colombiano, Fernando Araújo, deu o aval à proposta de Chávez, em carta dirigida ao colega venezuelano, Nicolás Maduro. "O governo da Colômbia autoriza a missão humanitária nos termos de sua carta e delega como seu representante o doutor [comissário para a Paz] Luis Carlos Restrepo".
O plano de Chávez -acordado com as Farc- consiste em enviar uma frota de aviões e helicópteros venezuelanos até Villavicencio, cerca de 100 km ao sul de Bogotá. Dali, uma aeronave voaria a um local secreto indicado pela guerrilha para buscar os reféns. Então, a assessora da ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, Clara Rojas, seu filho Emmanuel e a ex-deputada Consuelo González de Perdomo seriam levados à Venezuela.

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